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DUCHAMP É POP  escrito em quarta 18 junho 2008 05:40

na foto: eu e a roda da bicicleta de Duchamp

 

Foi durante o período em que ocorreu a 1ª Guerra Mundial, no dadaísmo, que sugiram os primeiros indícios do movimento pop art. O dadaísmo foi um movimento artístico que passou a existir no período de guerra, em 1916, na cidade de Zurique. O dadá, como também ficou conhecido, teve Marcel Duchamp como seu principal representante.  Mesmo com uma duração consideravelmente curta, 1915-1922, o dadaísmo não só infundiu o pop art, como também serviu de forte inspiração para movimentos artísticos que o sucederam. Neste contexto, cita-se por exemplo, o surrealismo, movimento que representava um ‘mundo fora do comum’, como sonhos e fantasias; a arte conceitual, que utilizava idéias assim como textos, cinema ou fotografias; e, o expressionismo abstrato, onde seus artistas por sua vez aplicavam tintas rapidamente e com muita força, simulando uma realidade tangível ou imaginária; todas características diretas e/ou indiretas da vertente dadaísta. A vertente dos dadaístas era acreditar que obras de artistas renomados da história da arte não poderiam ser consideradas ‘tão perfeitas’. Uma tela de Van Gogh ou de Renoir, por exemplo, não tinham para eles a necessidade de ser tão vangloriada pelos críticos e entendidos de arte da época. Este fato deu-se em virtude de os artistas desta vertente considerarem a ‘destruição’ como uma forma de arte, visando assim ‘chocar a sociedade’. Pode-se dizer ainda que a vontade de ‘chocar’ o público dos dadaístas foi remetida pelo abalo criado através da 1ª Guerra Mundial. Já que nesse mesmo período, o mundo passava por uma crise econômica ocasionada pela primeira batalha, considerando que as telas expunham claramente, como peculiaridade, o ‘aniquilamento à arte’. Para grande parte da população nesta época, uma tela com tais características, não poderia ser ‘destruída’ de tal maneira, sendo considerada vulgar e pejorativa. Já para os dadaístas não haveria problema algum banalizar obras de artistas renomados da história da arte. Pondera-se que o dadaísmo surgiu para ‘mudar’ o conceito de arte, considerando que para os representantes deste movimento, por exemplo, a pintura de um ferro de passar roupas podia ser considerada uma forma de arte, mantendo uma postura niilista, a qual remetia que tudo era relativo a nada, gerando uma descrença pela ética da sociedade. O dicionário HOLANDA (1994, p. 382) cita a definição niilista como “s.m. 1. descrença absoluta 2. Doutrina segundo a qual nada existe de absoluto. Niilista adj. E s2g.”.                                                                                                     

Como exemplo de ‘destruição a arte’, pode-se citar a obra ‘Mona Lisa’ do pintor renascentista Leonardo da Vinci. Nela, Marcel Duchamp, fez uma reprodução da tela também conhecida como ‘La Gioconda’, acrescentando bigodes na mesma. O reconhecimento da obra do artista renascentista reproduzida por Duchamp, fez com que parte da sociedade considerasse a pintura uma união de algo ‘clássico’ com algo ‘ridículo’. Na visão desses indivíduos uma obra de arte tão conhecida não poderia ser “destruída” de tal maneira. Para os críticos e entendidos de arte da época, tal reprodução foi vista como uma destruição. Já para os representantes desta vertente artística, a banalização à arte foi uma forte inspiração.

É interessante também destacar que, sendo considerado um representante de bastante importância para o dadaísmo, Marcel Duchamp criou os ‘ready-mades’, objetos insignificantes e relativamente baratos que o mesmo designava como sendo uma obra de arte. Tais elementos ganharam esse título a partir do momento em que Duchamp os retirou de um mundo anódino e os levou para o mundo das artes. Para o artista, o simples olhar de um admirador fazia com que um objeto sem valor, se tornasse uma obra de arte. Nos ‘ready mades’, de Duchamp, destaca-se um urinol; um secador de garrafas; entre outros.

Além das características intrínsecas quanto à popularização dos produtos de consumo diário, é de grande valor salientar as técnicas utilizadas pelos artistas deste movimento, uma vez que foram atribuídas pelos representantes do movimento pop. Aqui se cita as montagens e as colagens fotográficas; a utilização da sátira e da banalização das obras ou do cotidiano; e, o emprego de objetos populares.

 

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Todos os comentários desse artigo:
DUCHAMP É POP

  • claudia e leticia vt-MA

    Ter 27 Out 2009 15:37

    muuuuuuuuuuuuuuuito legal a explicação das pinturas!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!